Secretários de Saúde do RJ sinalizam crise de desabastecimento de medicamentos

O Cosems-RJ já contabilizou 134 medicamentos e insumos injetáveis esgotados em várias cidades do estado.

Cognys

  • 24/05/2022
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Os municípios cobram do Ministério da Saúde uma articulação para garantir uma reserva mínima dos insumos para a população.

Em meio a uma crise de abastecimento de remédios, o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio de Janeiro (Cosems-RJ) já contabilizou 134 medicamentos e insumos injetáveis esgotados ou com baixo estoque em várias cidades do estado, tanto na rede pública quanto na privada. Na lista estão alguns dos medicamentos mais utilizados na rede de saúde, como a dipirona monoidratada 500mg injetável, soro fisiológico e o antibiótico amoxicilina.

Segundo ofício enviado pela pasta do governo federal, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro emprestou frascos de soro fisiológico de seu próprio estoque para as empresas,  onde o serviço é totalmente terceirizado. Além disso, pelo menos 6 municípios do interior já formalizaram queixa no Cosems e o número de cidades afetadas deve aumentar em breve. Os municípios cobram do Ministério da Saúde uma articulação para garantir uma reserva mínima desses itens para a população.

Segundo especialistas, há possibilidade de suspender cirurgias eletivas por falta soro, analgésico e antibiótico. A crise pode afetar até mesmo as cirurgias inadiáveis, que não podem ser realizadas sem a garantia de um estoque mínimo desses fármacos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária se posicionou em defesa da reformulação do protocolo e afirma que a política de preços vigente no Brasil tem rechaçado fabricantes. Em nota, o Ministério da Saúde diz que trabalha para “verificar as causas e articular ações emergenciais para mitigar o desabastecimento dos medicamentos citados”.

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fonte: Jornal Extra