Risco de diabetes e hipertensão é maior em população com menor renda

Em grupos menos escolarizados, a chance de adquirir essas enfermidades pode ser duas vezes maior, apontam especialistas.

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  • 17/01/2022
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Segundo Beatriz Rache, autora do estudo, "com a piora da pobreza e o aumento da desigualdade, a gente imagina que esse abismo entre os grupos socioeconômicos reflita ainda mais em saúde". (Foto: iStock)

Conforme aponta uma nota técnica do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) sobre os dados de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) a desigualdade socioeconômica é um dos determinantes para o surgimento de doenças crônicas. De acordo com os especialistas, em grupos menos escolarizados, e consequentemente de menor renda, a chance de adquirir enfermidades como  hipertensão e diabete, pode ser duas vezes maior do que entre aqueles que tiveram educação formal por mais tempo. 

Segundo Beatriz Rache, autora do estudo, "com a piora da pobreza e o aumento da desigualdade, a gente imagina que esse abismo entre os grupos socioeconômicos reflita ainda mais em saúde". Nesse contexto, um homem ou mulher pouco escolarizado em 2020, tinha quase 50% de risco de ser diagnosticado com hipertensão arterial - os dados indicam 44,7% de prevalência neste segmento. Já os com mais escolaridade, a possibilidade era de apenas 15,2%. Sobre a diabete mellitus, a proporção foi de 15,2%, ante 4,4%. No quesito obesidade, eram 25,3% e 19,3%, respectivamente.

Diante disso, a autora do estudo dá foco à importância do estudo em dois aspectos: a capacidade de aferir a prevalência de doenças e munir agentes públicos com subsídios para oferecer respostas na rede de saúde e na tradução dos dados para o público não especializado. O IEPS explica que a nota técnica foi feita para preencher a lacuna causada pelo apagão de dados do governo após ataque hacker, que atrasou a publicação do estudo de 2020 e tem afetado o levantamento com as informações referentes a 2021. 

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fonte: UOL