Pesquisa identifica substância que pode interromper perda de memória do Alzheimer

Os cientistas observaram que a molécula interleucina-3 (IL-3) influencia as células de defesa na atuação contra a doença.

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  • 16/07/2021
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Segundo os estudiosos, a proteína interleucina-3 tem a capacidade de impedir que as células de defesa do corpo eliminem os neurônios durante o combate às causas da enfermidade. (Fonte: iStock)

Pesquisadores americanos encontraram uma substância que tem potencial para evitar a perda de memória desencadeada pelo Alzheimer. Segundo os estudiosos, a proteína interleucina-3 tem a capacidade de impedir que as células de defesa do corpo eliminem os neurônios durante o combate às causas da enfermidade.

Para isso, o grupo de pesquisadores avaliou ratos modificados em laboratório para ter cinco mutações características do Alzheimer em seres humanos. Com isso, ao considerar o comportamento cerebral das cobaias, os cientistas observaram que um subconjunto de astrócitos liberava a molécula interleucina-3 (IL-3), que influenciava as células de defesa no trabalho contra à enfermidade, mas sem causar inflamação e matar os neurônios. 

De acordo com os estudiosos, os efeitos identificados podem servir como metodologia no desenvolvimento de novas terapias focadas na proteína. “Agora, podemos pensar em como usar a IL-3 para ajudar a conter a neuroinflamação e evitar a perda de memória”, apontam. Apesar disso, destaca Anna V. Molofsky, pesquisadora da Universidade da Califórnia, “essas descobertas são um avanço estimulante na compreensão dessa doença, que é notoriamente difícil de tratar e que, atualmente, carece de qualquer terapia curativa ou restauradora. Porém é necessário cautela ao traduzir essas descobertas para a clínica, particularmente devido ao papel de IL-3 em certos distúrbios autoimunes”, conclui.

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fonte: Correio Braziliense