Ocitocina pode regenerar o coração após lesões, sugere pesquisa

“Hormônio do amor”, como é conhecida, faz células-tronco migrarem para o órgão e recuperarem o tecido muscular cardíaco.

Cognys

  • 06/10/2022
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A descoberta pode ajudar na formulação de estratégias para a recuperação do órgão após ataques como o infarto do miocárdio (fonte: iStock).

Um estudo publicado no periódico Frontiers in Cell and Developmental Biology sugere que a ocitocina — produzida no hipotálamo e liberada na corrente sanguínea por meio da neuro-hipófise — pode regenerar as células cardíacas. A descoberta feita pelos pesquisadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, pode ser uma aliada para o desenvolvimento de estratégias que promovam a completa recuperação do coração humano após um infarte do miocárdio.

A partir de testes realizados em peixes-zebra e em culturas de células humanas, os cientistas verificaram que o “hormônio do amor”, como é conhecido, tem a capacidade de estimular a migração das células-tronco presentes do endocárdio para o miocárdio. Nesta camada do órgão, elas se desenvolvem e se tornam células musculares, gerando contrações cardíacas denominadas cardiomiócitos.

O estudo foi realizado em peixes-zebra, já que são conhecidos pela capacidade de regenerar a pele, bem como órgãos internos, incluindo cérebro e os ossos, por meio dos cardiomiócitos e das células progenitoras. Os testes mostraram que, três dias após sofrerem lesões por congelamento no coração, o cérebro desses animais produziu 20 vezes mais oxitocina que o normal. O efeito foi semelhante nos testes in vitro com tecidos humanos.

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fonte: Frontiers in Cell and Developmental