Herança genética está associada à resposta imunológica à COVID-19, aponta estudo

A identificação de genes predispostos à infecção pode ajudar a indicar pacientes em situação de risco.

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  • 10/06/2021
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Estima-se que até 60% da população europeia e 50% da população do sul asiático tenham a variante que predispõe à infecção. (Fonte: iStock)

Descobertas feitas por estudiosos na Gruta Guattari, em Roma, dos restos mortais de nove neandertais, podem ajudar a entender a reação imunológica do corpo à infecção por COVID-19. Um estudo recente, feito pelo Instituto de Antropologia Evolutiva Max Plack, na Alemanha, e pelo Instituto Karolinska, na Suécia, apontou que os genes dos neandertais influenciam parte da nossa suscetibilidade à COVID-19.

A pesquisa evidenciou que os genes presentes no cromossomo 3 humano podem se associar a formas mais graves de infecção pelo SARS-CoV-2. Porém, alguns genes do cromossomo 12, de origem neandertal, podem favorecer a resposta imunológica e nos proteger do ataque do vírus, reduzindo as chances de infecção em até 22%.

Estima-se que até 60% da população europeia e 50% da população do sul asiático tenham a variante que predispõe à infecção; no entanto, ela não foi encontrada na população africana e nem no leste asiático. Em linhas gerais, os estudos e investigações com relação aos genes predispostos à infecção poderiam levar à identificação antecipada de pacientes em situação de risco, apontam pesquisadores.

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fonte: BBC