Estudo da UFRJ detecta mutação na proteína P53 que leva ao câncer

Segundo um dos autores do estudo, a pesquisa pode ser fundamental na criação de novas terapias para diversos tumores.

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  • 10/06/2021
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O estudo elucidou que quando a proteína P53 sofre determinadas alterações ela passa a formar aglomerados cancerígenos. (Fonte: iStock)

A proteína P53, denominada como “guardiã do genoma humano”, é uma das principais responsáveis por proteger o DNA. Contudo, ao sofrer mutações, perde a sua função protetora e começa a se aglomerar desenfreadamente, ocasionando o surgimento de células cancerígenas. Essas irregularidades na P53 estão entre as principais causas dos casos de câncer em todo o mundo. Nesse contexto, pesquisadores e professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram identificar o fato por trás do surgimento dessas anomalias, desenvolvendo um alvo promissor para a criação de novos tratamentos. 

Em linhas gerais, o estudo elucidou que quando a proteína P53 sofre determinadas alterações ela passa a formar aglomerados cancerígenos. Os estudiosos identificaram que os agregados malignos de P53 são resultado de um fenômeno chamado transição de fase, ou seja, quando a proteína alterada sai de seu estado líquido e se transforma em condensados de gel, e depois em agregados sólidos, que levam à progressão dos tumores. 

De acordo com Lima Silva, pesquisador que investiga sobre o fenômeno desde 2003, uma das grandes conquistas da pesquisa é que ela “pode levar a novas terapias para o tratamento de diversos tumores malignos”. Por isso, o grupo já está testando em laboratório moléculas potencialmente promissoras no que diz respeito à formação dos agregados de proteína, abrindo o caminho, portanto, para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer.

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fonte: UOL