De acordo com estudo, casos de demência podem triplicar até 2050

O impacto da doença poderá ser reduzido se fatores de riscos forem combatidos com políticas públicas, apontam especialistas.

Cognys

  • 10/01/2022
  • 0
  • 0
  • 0
Favoritar
A pesquisa, que usou estatísticas de 204 países, enfatiza a necessidade de se atacar condições que aumentam o risco de desenvolvimento da demência independente da idade. (Fonte: iStock)

De acordo com um estudo inédito, intitulado Fardo Global de Doenças, publicado ontem, a quantidade de pacientes com demência passará de 57 milhões, em 2019, para 153 milhões, como consequência do crescimento populacional atrelado ao envelhecimento da população. Conforme apontam os especialistas, o impacto dessa doença, que é a sétima causa de morte no mundo, poderá ser reduzido se fatores de riscos forem combatidos por políticas públicas efetivas. Segundo estima o estudo, no Brasil, o salto nesse mesmo período será de 1,8 milhão para 5,6 milhões.

A pesquisa, que usou estatísticas de 204 países, enfatiza a necessidade de se atacar quatro condições que aumentam o risco de desenvolvimento da demência independente da idade: tabagismo, obesidade, alto teor de açúcar no sangue e baixa escolaridade. De acordo com o relatório, o investimento em educação pode reduzir a prevalência em 6,2 milhões dos casos até 2050. Apesar disso, o uso de cigarro, excesso de peso e glicemia alta levarão a mais 6,8 milhões de ocorrências no mesmo período.

Segundo Jennifer Rusted, professora de psicologia experimental da Universidade de Sussex, no Reino Unido, o maior risco conhecido da demência na segunda metade da vida é genético. Indivíduos que apresentam um gene chamado  Apolipoproteína E epsilon 4 possuem de quatro a 12 vezes maior risco de desenvolver a condição, diz a especialista, que não participou do estudo. Contudo, Rusted também destaca a extrema relevância de se combater os fatores modificáveis.

Link da notícia completa, clique aqui.

 

COGNYS
demencia
envelhecimento
pesquisa
crescimentopopulacional
fonte: Correio Braziliense