COVID-19: novas pesquisas investigam impacto do vírus no cérebro

Estudos indicam que o vírus usa a mucosa olfatória como porta de entrada para o cérebro.

Cognys

  • 19/07/2021
  • 0
  • 0
  • 0
Favoritar
A equipe analisou amostras da mucosa olfatória e de outras quatro regiões do cérebro de 33 pacientes que tiveram a forma grave da doença e morreram. (Fonte: iStock)

Desde o início da pandemia, uma pesquisa realizada na Itália já apontava a perda do olfato e paladar como um dos indícios da COVID-19. A partir disso, então, estudos sobre os efeitos da COVID-19 têm sido realizados a fim de investigar os efeitos observados desde a fase aguda até as possíveis sequelas neurológicas, que são relatadas por cerca de 30% dos pacientes que se recuperam.

De acordo com pesquisa apresentada em um seminário, conduzido na Charité Medicine University Berlin, na Alemanha, o novo coronavírus usa a mucosa olfatória como porta de entrada para o cérebro. Além disso, a equipe analisou amostras da mucosa olfatória e de outras quatro regiões do cérebro de 33 pacientes que tiveram a forma grave da doença e morreram. Os pesquisadores também observaram a forma como o sistema imunológico responde à infecção pelo coronavírus. Além de encontrar indícios de células imunológicas ativadas no cérebro e na mucosa olfatória, também foi possível identificar as assinaturas imunológicas dessas células no fluido cerebral.

Para Jean Pierre Peron, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e coordenador de um projeto sobre o tema, a diferença na expressão da enzima glutaminase está diretamente relacionada com a necessidade do vírus de se replicar. A enzima é fundamental para as células da glia, já que 90% das sinapses do cérebro humano são mediadas pelo neurotransmissor.

Link da notícia completa, clique aqui.

COGNYS
MEDICINA
pesquisa
covid-19
fonte: UOL