COVID-19: estudos sugerem que casos podem estar ligados à reativação do vírus Epstein-Bar

A presença do vírus também pode prolongar os sintomas da doença causada pelo SARS-CoV-2 e levar ao quadro de coinfecção.

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  • 23/07/2021
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(Fonte: iStock)

Estudos recentes indicam que a reativação do Epstein-Barr (VEB) — causador da mononucleose e conhecido como “vírus do beijo” — pode estar relacionada aos casos graves e sintomas prolongados de COVID-19. Esse processo acontece quando o EBV, que está adormecido dentro do paciente, se torna ativo novamente e passa a fazer cópias de si mesmo para infectar as células, diferente do que seria uma reinfecção.

Na primeira pesquisa, participaram 185 pessoas com Covid-19, sendo que um terço delas estava assintomático. Após 90 dias da realização do teste para o SARS-CoV, os cientistas testaram para Epstein-Barr: 95% dos pacientes estavam com o vírus, apresentando um quadro de coinfecção. Na segunda pesquisa, 67 voluntários com COVID-19 participaram e 55,2% apresentaram anticorpos contra o VEB.

Os pacientes que apresentaram os dois vírus simultaneamente foram tratados com maiores doses de corticosteróides do que infectados apenas pelo SARS-CoV-2. Outros sinais de que a reativação do vírus da mononucleose pode estar ligada à gravidade do quadro de COVID-19 é a febre (comum às duas doenças) e o aumento da inflamação. Para os cientistas, a reativação do VEB pode ocorrer simultaneamente ou logo após a infecção pelo SARS-CoV-2.

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fonte: Revista Galileu