Cientistas investigam relação entre hepatite aguda em crianças e COVID-19

Estudo analisa a hipótese de que a combinação entre um tipo de adenovírus e o SARS-CoV-2 pode ser a causa da hepatite aguda.

Cognys

  • 24/05/2022
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A maioria das crianças com hepatite aguda grave apresentaram sintomas gastrointestinais, icterícia e, em alguns casos, falência aguda do fígado. (Fonte: iStock)

Casos de hepatite aguda grave em crianças têm despertado a atenção de autoridades de saúde no mundo todo. Até esta semana, foram registrados 348 casos da doença em todo o mundo e 15 casos com suspeita da doença foram reportados no Brasil. Estudos mostraram que até 70% dos doentes testaram positivo para o adenovírus 41F. Especialistas observaram ainda que muitas crianças haviam sido infectadas pela COVID-19 antes de contrair a hepatite aguda.

Um estudo publicado em uma revista científica sugeriu, então, a hipótese de que uma combinação entre as duas infecções estaria provocando a hepatite aguda grave. Partículas remanescentes do SARS-CoV-2 no trato intestinal das crianças estariam desencadeando uma reação exagerada no sistema imunológico a uma infecção posterior pelo adenovírus 41F. Estudos realizados em Israel, Estados Unidos e Índia reforçam a hipótese.

Segundo Sumit Rawat, professor associado da Escola de Medicina de Bundelkhand, na Índia, "Provar que a Covid está de fato provocando essa hepatite vai demandar ainda muito estudo, mas uma pista importante é que os casos da hepatite caíram quando o Sars-CoV-2 deixou de circular na região e voltaram a subir quando a Covid estava em alta".

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fonte: R7