Cientistas brasileiros criam biodetector rápido de SARS-CoV-2

Além da precisão e rapidez, o método, que utiliza genossensores, é de baixo custo para o diagnóstico clínico.

Cognys

  • 06/07/2021
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Dispositivo de detecção utiliza hibridização e algoritmos de máquina na identificação do DNA viral. (Fonte: iStock)

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores brasileiros criou um biodetector capaz de revelar a presença do SARS-CoV-2 em humanos com rapidez, precisão e baixo custo laboratorial. O recurso utiliza uma sequência de genossensores baseados em ácidos nucleicos que captam fitas simples com sequências complementares de DNA e RNA e, em condições apropriadas, tornam possível a detecção imediata e em massa do vírus.

O estudo foi realizado por pesquisadores de diversas instituições acadêmicas brasileiras e coordenado pelo físico Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP). A detecção se dá por um dispositivo composto por uma monocamada auto-organizada do ácido 11-mercaptoundecanóico (11-MUA) quimicamente conectada à eletrodos de vidro que contêm filamentos micrométricos ou superfícies que contenham nanopartículas, ambos contendo ouro. 

Após esse processo, ocorre um aumento da resistência elétrica na superfície do sensor, que é identificada por meio de espectroscopia de impedância elétrica ou eletroquímica e ressonância de plásmons de superfície localizada. É assim que a presença do Sars-Cov-2 é detectada. Além disso, também foram aplicados algoritmos de aprendizado de máquina ao processamento de imagens, com alta precisão de distinção entre as diferentes concentrações de sequências complementares de DNA do vírus. 

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