Alterações em 75 proteínas do sangue podem indicar depressão tardia

A doença acomete pessoas acima dos 55 anos e é confundida com outras condições típicas da faixa etária.

Cognys

  • 07/10/2022
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As evidências surgiram após a coleta e análise de amostras de sangue de 50 pacientes; exame também pode servir como preditor da condição (fonte: iStock).

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, constatou que alterações em 75 proteínas presentes no sangue estão associadas ao quadro de depressão tardia. O quadro pode ser de difícil identificação, uma vez que é comum em pessoas acima dos 55 anos e os sintomas podem ser confundidos com condições típicas da faixa etária, como menopausa ou alteração na tireoide.

Por um ano e meio, os pesquisadores coletaram amostras de sangue de 50 pacientes que manifestaram alguns sintomas da depressão tardia e os acompanharam por um ano e meio. Após análise laboratorial, os especialistas também perceberam que o nível de alteração de seis proteínas específicas variava conforme a gravidade do quadro depressivo. De acordo com Daniel Martins de Souza, autor do estudo, esse exame pode funcionar como um preditor da doença em pessoas mais jovens.

Além disso, a descoberta pode ajudar no diagnóstico, na prevenção e na formulação de um tratamento que use essas proteínas como alvos de ação. “Essas proteínas têm um papel biológico no organismo. Sabendo mais sobre a biologia da depressão tardia, esses resultados podem ser usados para reaproveitar eventuais medicamentos que toquem na produção dessas proteínas ou até no que a biologia que estas proteínas estão envolvidas”, explicou Daniel.

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fonte: G1