Vacinação contra a COVID-19 no Brasil: adesão chega a 96%

O Brasil é um dos países com a maior taxa de adesão à vacina contra a COVID-19 no mundo; saiba como avança a vacinação aqui.

  • 22/09/2021
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A vacinação contra a COVID-19 no Brasil tem uma das maiores taxas de adesão do mundo. (Fonte: iStock)

Enquanto o mundo segue enfrentando a pandemia de COVID-19, mais de 1 ano e meio depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia, o grande desafio da vez é cumprir as metas de vacinação. Especialistas estimam que, para garantir uma vitória contra a doença, deve ser vacinada cerca de 70% da população.

No princípio, algumas regiões do mundo, como Estados Unidos e Europa, enfrentaram problemas com a falta de imunizantes Mas essa página no combate à pandemia já foi superada e agora essas regiões enfrentam um novo desafio: a resistência de parte da população à adesão à vacinação.

A situação no Brasil, no entanto, parece diferente. Embora o país ainda esteja longe da vacinação completa do mínimo necessário da população, a campanha de vacinação contra a COVID-19 tem sido um grande sucesso no país como um todo. Por outro lado, a distribuição de vacinas ainda tem sido um desafio em algumas regiões do país.

Brasil tem uma das maiores taxas de adesão à vacinação do mundo

O desempenho da campanha de vacinação contra a COVID-19 tem atingido excelentes resultados no Brasil. Inclusive, o país tem uma das maiores taxas de adesão à vacinação do mundo. Na última segunda-feira (20), por exemplo, o país chegou a marca de 88% da população adulta vacinada com pelo menos uma dose da vacina.

Esse resultado, por exemplo, contrasta com a realidade dos Estados Unidos. Embora o país tenha tido uma quantidade ampla de imunizantes à disposição de sua população desde o início da vacinação no mundo, os resultados são muito mais lentos. No começo deste mês, por exemplo, o Brasil ultrapassou os EUA em percentual de adultos vacinados com pelo menos uma dose.

No entanto, o Brasil segue enfrentando o desafio na distribuição de mais vacinas, afim de garantir a 2ª dose. Outro fator que leva o país a demorar mais para conseguir a imunização completa é o intervalo grande entre as doses. No Brasil, o Ministério da Saúde recomendou, e as secretarias estaduais e municipais de saúde têm seguido o intervalo de 3 meses entre a administração das doses (no caso das vacinas da AstraZeneca e da Pfizer).

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Brasil também lidera em aceitação à 3ª dose

Apesar disso, a aceitação da população segue em alta, inclusive caso haja necessidade de uma eventual 3ª dose ou dose de reforço. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Ipsos. Realizada em 13 países, a pesquisa lista o Brasil em 1º, com 96% dos adultos afirmando que tomariam uma 3ª dose ou dose de reforço caso estivesse disponível hoje. Os números da aceitação do Brasil ficaram à frente de países como China (90%), Austrália (82%), Reino Unido (82%), Estados Unidos (81%), Canadá (77%) e Japão (72%).

No Brasil, a 3ª dose já está em curso, mas por enquanto não será para todos. Segundo o Ministério da Saúde, em um primeiro momento, o país vai distribuir as doses de reforço apenas para idosos acima de 60 anos e pacientes imunossuprimidos.

A imunização com a dose de reforço tem sido feita, preferencialmente, com o imunizante da Pfizer e seguindo padrões diferentes para os dois grupos. Assim como o restante do ciclo vacinal, a distribuição tem sido feita município a município, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, que distribui as doses.

Os últimos números da vacinação no Brasil

Por enquanto, a vacinação no Brasil segue avançando conforme novas doses vão sendo distribuídas e seguindo calendários individuais em cada município. Apesar dos problemas, o sucesso da vacinação é um reflexo do bom funcionamento da saúde pública, que há algum tempo garante ao país uma das melhores coberturas vacinais do mundo.

De acordo com o último levantamento feito pelos consórcios de veículos de imprensa na última terça-feira (21), o Brasil tinha 82.315.330 de pessoas que completaram o esquema vacinal, tomando as duas doses ou a dose única da Janssen. Isso corresponde a 38,59% da população brasileira. Já aqueles imunizados com pelo menos uma dose chegam a marca de 142.625.292 pessoas, correspondendo a 66,86% de todos os brasileiros.

O consórcio também divulgou números relativos à dose de reforço: são 380.807 brasileiros, número que corresponde a 0,18% da população. Ao todo, já foram aplicadas 225.321.429 doses de vacina contra a COVID-19 no Brasil.

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