Vacina da COVID-19: tudo sobre a dose de reforço no Brasil

Entenda como vai funcionar, quem deve tomar e quando tomar a sua dose de reforço da vacina contra a COVID-19.

  • 17/11/2021
  • 0
  • 0
  • 0
Favoritar
O Brasil deve começar a aplicar a dose de reforço para todos os adultos em breve. (Fonte: iStock)

A pandemia de COVID-19 começou em março de 2020 e, desde então, o mundo tem feito esforços globais conjuntos para vencer a doença e retomar a normalidade. Essa é uma realidade cada vez mais próxima, à medida que diversos países do mundo vão voltando às suas atividades normais.

No Brasil, a realidade também já começa a ser essa, uma vez que a campanha de vacinação contra a COVID-19 avança para os últimos passos em quase todo o território nacional. Os números refletem o sucesso de uma grande mobilização de profissionais da saúde e da ciência em favor da vacina.

Na última terça-feira (16), o Brasil atingiu 60% da população adulta (acima de 18 anos) com o esquema vacinal completo, com as duas doses ou a dose única da Janssen. Os índices superam, por exemplo, os registrados nos Estados Unidos, um dos primeiros países a iniciar a corrida pela vacinação contra a COVID-19.

Terceira dose ou dose de reforço no Brasil

Diante destes números, o país se prepara agora para dar prosseguimento na campanha de vacinação e continuar imunizando a população contra a COVID-19. Enquanto a ciência busca mais respostas para o tratamento da doença, a vacinação continua sendo prioridade em todos os lugares do mundo.

Nesse sentido, os últimos estudos científicos corroboram para a necessidade da aplicação de doses de reforço em todos aqueles que já completaram o esquema vacinal com algum dos imunizantes disponíveis. Com isso, o Brasil anunciou recentemente a ampliação da distribuição das doses de reforços, anteriormente disponível somente para idosos acima de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais da saúde.

Ampliação: dose de reforço para todos os adultos

Tendo em vista esse novo cenário, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na última terça-feira (16) que o governo federal irá ampliar a distribuição da terceira dose da vacina contra a COVID-19 para todos os adultos com mais de 18 anos.

Em coletiva, o Ministro afirmou que a decisão é baseada nas evidências científicas mais recentes e explicou o critério inicial para tomar a dose de reforço. “Graças às informações que temos dos estudos científicos, nós decidimos ampliar a dose de reforço para todos acima de 18 anos que tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses”, disse Queiroga.

Cadastre-se gratuitamente no Cognys e tenha uma experiência personalizada com nossos conteúdos!
Já tem uma conta? Faça login.

Quem pode tomar a dose de reforço e quando tomar?

Segundo o Ministério da Saúde, as doses de reforços estarão disponíveis para todos os adultos acima de 18 anos que tenham completado o esquema vacinal. Ou seja, para aqueles que já tomaram duas doses (no caso das vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou CoronaVac) ou para aqueles que já tenham tomado a dose única da vacina da Janssen.

No entanto, é importante estar atento aos prazos, porque segundo Queiroga, a pasta não irá definir um calendário de vacinação para a dose de reforço no Brasil. Parecido com o que aconteceu com a segunda dose da vacina contra a COVID-19, cada pessoa vacinada terá uma data diferente para tomar a dose de reforço.

Segundo Queiroga, a intenção inicial da pasta é que essa data seja contada a partir de cinco meses após a segunda dose, no caso dos imunizantes em duas doses. Esse prazo também significou uma redução do prazo anterior, que previa seis meses de intervalo entre as doses. No caso da vacina da Janssen, os vacinados com a dose única devem buscar uma dose de reforço após 2 meses de imunizados e uma terceira dose 5 meses após a segunda.

É preciso tomar a mesma vacina ou uma diferente?

Não há uma resposta exata. É possível tomar a mesma vacina, mas segundo o Ministério da Saúde, o ideal é tomar uma vacina diferente. De acordo com a pasta, a intenção é que a dose de reforço seja feita de forma heteróloga, ou seja, usando um imunizante diferente daquele aplicado nas doses anteriores.

A vacina da Pfizer, a mais utilizada no Brasil, deve ser a preferência para a dose de reforço. “Usamos a Pfizer no Brasil, mas em um eventual desabastecimento, pode ser usada outra plataforma”, disse o Ministro da Saúde.

Já para aqueles que foram imunizados com Pfizer, a pasta ainda estuda qual imunizante será priorizado para a dose de reforço. “Há aqueles que defendem que deve ser a mesma vacina, no caso da Pfizer. Mas isso ainda não é consolidado na ciência. (...) Como a vacina da Pfizer começou no Brasil em abril, ainda não está no tempo de aplicar esse reforço em quem tomou Pfizer, mas esperamos ter informações concretas a esse respeito em um curto espaço de tempo”, explicou Queiroga.

Cognys
Cognys

O Cognys é uma solução digital completa, que entrega para o profissional da área de saúde os mais importantes recursos para ajudá-lo em sua rotina diária e aprimoramento constante.

vacina contra a covid-19
vacinação contra a covid-19
cognys
covid-19
pandemia
terceira dose
dose de reforço