Um ano de pandemia no Brasil: o que temos pela frente?

Um ano após o primeiro caso, país vive pior momento da pandemia; relembre a linha do tempo e saiba o que o futuro reserva.

  • 03/03/2021
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Relembre o que ocorreu em 1 ano de pandemia e qual o futuro da crise da COVID-19 no Brasil. (Fonte: iStock)

Mais de um ano depois, o mundo tenta colocar um fim ao maior desafio de saúde pública que viveu nos últimos 100 anos: a pandemia de COVID-19. Embora o primeiro caso tenha sido registrado em 2019, à época ainda como doença desconhecida, foi em 2020 que o planeta se viu diante de um problema de escala global.

A partir de 2020 foi apenas questão de tempo para o novo coronavírus se espalhar pelo mundo. No Brasil a doença chegou rápido. No dia 26 de fevereiro de 2020 o país confirmou o primeiro caso de COVID-19 em território nacional. Tratava-se de um homem que havia viajado para a Itália, àquela altura o segundo epicentro da pandemia após o surto inicial em Wuhan, na China.

O ano de 2020 foi diferente de tudo que a maioria das pessoas do mundo já haviam vivido. A necessidade de isolamento social, diversos lockdowns, o distanciamento social, o uso de máscaras de proteção, álcool em gel. A COVID-19 trouxe consigo uma nova realidade, que foi cunhada de “novo normal”, um status quo que se faria necessário até que a pandemia fosse controlada.

Distanciamento social e máscaras: as medidas de prevenção contra a COVID-19


Países que adotaram medidas precoces para frear a COVID-19 obtiveram sucesso a longo prazo. (Fonte: iStock)

Após o surgimento da doença, a ciência entrou em uma força tarefa para desenvolver estudos sobre a COVID-19 no sentido de encontrar respostas para frear o avanço do vírus ao redor do mundo. Um dos primeiros consensos: era preciso achatar a curva de contágio para garantir ofuncionamento dos sistemas de saúde.

Medidas como distanciamento social, isolamento, o uso contínuo de máscaras e a testagem em massa já eram recomendadas no combate ao coronavírus já no início da pandemia. Alguns países seguiram à risca as medidas dos especialistas e já eram apontadas como casos de sucesso. Outros, como o próprio Brasil, já davam indícios de que iriam na contramão das recomendações e assumiriam um risco grande demais.

Um ano depois, os cenários se confirmaram. A Coréia do Sul, apontada como exemplo na testagem contra a doença, tem pouco mais de mil mortes e cerca de 90 mil casos confirmados. Por outro lado, a COVID-19 no Brasil tem alguns dos piores números do mundo: já são mais de 250 mil mortes e mais de 10,5 milhões de casos.

A dura missão dos profissionais da saúde durante a pandemia


Profissionais da saúde continuam enfrentando uma rotina estressante e desgastante. (Fonte: iStock)

Para os profissionais da saúde, o desafio foi ainda maior. Lidar contra a doença até então desconhecida, com número de casos cada vez maiores foi uma missão que exigiu muito profissionalismo e apresentou novas necessidades aos profissionais.

Os profissionais da enfermagem foram os responsáveis por ficarem na linha de frente do combate à pandemia, fazendo o acompanhamento e o tratamento diário de pacientes infectados com a COVID-19. Um cenário que reforçou a importância dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), expôs problemas na disponibilização os equipamentos e veio para destacar mais uma vez quão fundamental são os profissionais de enfermagem.

Já os profissionais da medicina enfrentaram um desafio inédito para muitos: buscar tratamento para uma doença que até o momento não possui medicamentos específicos. Foram os médicos que ajudaram a definir protocolos de tratamento, de cuidado, rotinas nas UTIs e, até mesmo, atuaram no planejamento estratégico do poder público para combater a pandemia.

As vacinas contra a COVID-19: desenvolvimento e distribuição


A vacina da COVID-19 foi desenvolvida em tempo recorde, mas distribuição é um desafio. (Fonte: iStock)

Alguns meses depois do surgimento da pandemia, a ciência intensificou esforços para conseguir desenvolver uma vacina contra a COVID-19. Uma meta que parecia, à época, ambiciosa demais se tornou uma realidade. Com muito trabalho de pesquisadores e cientistas do mundo todo, em poucos meses várias vacinas já estavam na última fase de testes.

Em poucos meses, a ciência conseguiu um feito inédito: concluiu uma vacina em menos de 1 ano, prazo que tornou a vacina da COVID-19 a mais rápida já produzida na história da ciência. A partir deste momento, diversos imunizantes têm sido aprovados e utilizados em todo o mundo desde então.

Atualmente, o problema das vacinas tem sido outro, a falta de disponibilidade para todos os países do mundo e os desafios da logística de distribuição. Pensando nisso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou a aliança Covax, para tentar realizar uma distribuição mais igualitária e eficiente.

No Brasil, a distribuição das vacinas da COVID-19 tem enfrentado problemas. Os estados fazem críticas à distribuição realizada pelo Governo Federal, alegando que é desigual e que não leva em conta o cenário da pandemia em cada estado.

Mas fato é que a vacinação, que se iniciou nos meses de janeiro e fevereiro, ocorre em ritmo lento. Até o presente momento, o Brasil imunizou pouco mais de 7 milhões de pessoas, uma marca que corresponde a apenas 3,36% da população.

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O que o futuro reserva para o Brasil?


Vacinação deve ser prioridade do Brasil daqui para frente. (Fonte: iStock)

No último 2 de março, o Brasil registrou o recorde de mortes por COVID-19 registradas em um único dia no país. A triste marca de 1.726 mortes em 24 horas superou o recorde que havia sido registrado no dia anterior, com 1,641 mortes no primeiro dia do mês de março. Os números indicam: ainda falta muito para a pandemia acabar no Brasil e é preciso fazer mais.

O primeiro passo para frear a pandemia é claro: aumentar a cobertura vacinal que o país possui hoje. Um estudo recente da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) aponta que o Brasil precisa vacinar 2 milhões de pessoas por dia se quiser conter a pandemia em até um ano. No ritmo atual, de 100 mil imunizados por dia, o país só conseguiria atingir a meta de imunizar 70% da população em mais de 2 anos.

Em resposta, o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou em reunião realizada hoje (3) que o Governo Federal vai fechar a compra de todas as doses disponíveis de duas vacinas: a da Pfizer/BioNTech e a da Jansen. Segundo Pazuello, o acordo com a Pfizer pode ser firmado ainda hoje e garantir a compra de 100 milhões de doses da vacina, que tem 92% de eficácia contra casos graves, para o Brasil.

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