Tudo sobre a 3ª dose da vacina contra a COVID-19

Conheça estudos que estão sendo realizados pelo mundo, quais países já adotaram a dose de reforço e como deve ser no Brasil.

  • 25/08/2021
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Ministério da Saúde já anunciou aplicação da 3ª dose no Brasil; vacinas serão distribuídas a partir de setembro. (Fonte: iStock)

Desde o início de 2020, a pandemia de COVID-19 vem afetando grande parte da população mundial, alterando rotinas, cotidianos e o mundo ao seu redor. Embora a pandemia já seja vista como praticamente superada, ainda há um caminho importante a percorrer até que seja possível decretar o fim da pandemia.

As vacinas contra a COVID-19 são o principal passo para começar a superar a pandemia, bem como os problemas trazidos por elas. Graças aos imunizantes, será possível diminuir os casos graves da doença, normalizar os sistemas de saúde e, principalmente, frear a circulação do vírus e sua transmissão comunitária.

Enquanto estes são os pontos chaves para que o mundo consiga vencer a maior crise sanitária dos últimos anos, há um inimigo silencioso que ganha força enquanto o vírus continua circulando. As chamadas variantes de preocupação do SARS-CoV-2, identificadas por letras do alfabeto grego, são motivo de grande preocupação para especialistas e autoridades de saúde no mundo todo.

Diante desse cenário, onde a vacinação avança em vários países, mas ainda há uma forte circulação do vírus, pesquisadores, chefes de estado e especialistas em saúde tentam chegar a um consenso de quando será necessário aplicar uma dose de reforço da vacina contra a COVID-19. Como a grande maioria dos imunizantes é aplicado em 2 doses, a grande discussão da saúde pública no momento é a aplicação da terceira dose da vacina contra o SARS-CoV-2.

A variante delta

Embora existam várias variantes, pelo menos 10, já identificadas, quatro delas causam maior preocupação aos pesquisadores da saúde. No entanto, uma delas tem causado uma preocupação especial: trata-se da variante Delta. Identificada pela primeira vez na Índia, a Delta se espalhou rapidamente pelo mundo e foi responsável por novas ondas de infecções em alguns países do mundo.

Em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um boletim onde anunciou que a Delta seria a variante responsável pela maior parte dos casos de COVID-19 em vários países do mundo. Além disso, a variante é mais transmissível que as outras, o que pode causar um cenário de maior circulação do vírus, o que poderia levar a outras mutações mais poderosas.

No entanto, é importante ressaltar que os imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca tem eficácia comprovada, por estudos, contra a variante Delta. No entanto, essa proteção só se observa no caso da imunização completa: com duas doses no caso da Pfizer e da AstraZeneca ou na dose única da Janssen. Pensando nisso, a terceira dose tem se tornado uma questão cada vez mais debatida e estuda pela comunidade científica e já está sendo adotada em alguns países.

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Dose de reforço ou 3ª dose da vacina contra a COVID-19

Desde o surgimento da variante Delta, a dose de reforço tem sido amplamente estudada por pesquisadores que atuam buscando respostas e soluções à pandemia de COVID-19. No Brasil, já ocorrem pesquisas sobre os benefícios e a real necessidade de uma 3ª dose da vacina contra a COVID-19.

Um destes estudos, é realizado pela Pfizer, que quer avaliar os efeitos da dose de reforço: “Esse estudo vai mostrar se a eficácia da vacina tomada na dose de reforço é maior significantemente do que aquelas pessoas que só tomaram duas doses”, declarou Cristiano Zerbini, coordenador de estudos da Pfizer no Brasil. O mesmo tema também é estudado com aqueles que tomaram vacinas da AstraZeneca, com estudos que se iniciaram no começo de agosto.

Além destas duas, outras pesquisas são realizadas sobre uma 3ª dose da CoronaVac. Uma delas foi anunciada este mês pelo Ministério da Saúde e deve contar com a participação de 1.200 voluntários. O Instituto Butantan, que produz o imunizante no país, também afirmou ao Fantástico que pretende iniciar ainda em agosto uma pesquisa própria para entender a contribuição que uma dose de reforço pode dar ao combate à pandemia.

3ª dose da vacina contra a COVID-19 no Brasil

No mundo todo, alguns países já começaram a adotar a 3ª dose ou a dose de reforço. É o caso de países como Chile, Hungria, Israel, Rússia e Uruguai, onde cada um deles adotou critérios diferentes para a distribuição dessas doses extras. Hoje (25), o Brasil também entrou nessa lista.

O Ministério da Saúde anunciou que doses de reforço da vacina contra a COVID-19 serão distribuídas em todo o território nacional. A pasta afirmou que, a princípio, esta vacinação com a dose extra será feita para todos os idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos, a partir do dia 15 de setembro essas doses serão enviadas aos estados.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina utilizada será preferencialmente da Pfizer, mas também podem ser usados imunizantes da AstraZeneca e Janssen. Estão aptos a receberem a 3ª dose idosos que, além de mais de 70 anos, tenham completado a imunização a pelo menos seis meses e imunossuprimidos que tomaram a segunda dose há pelo menos 28 dias. Para este segundo grupo, ainda, a pasta esclarece que a decisão deve ser individualizada e sob orientação médica.

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