Telemedicina: pontos fortes e pontos fracos

Conheça um pouco mais sobre a prática da telemedicina, que ganhou espaço em meio a pandemia.

  • 11/12/2020
  • 0
  • 0
  • 0
Favoritar
Conheça as principais vantagens e desvantagens da prática da telemedicina. (Fonte: iStock)

O ano de 2020 foi um ano atípico por muitos motivos, a maioria causados pelo avanço global do novo coronavírus. Enquanto a pandemia acumula quase 70 milhões de casos em todo o mundo, sendo quase 6,8 milhões de casos no Brasil, alguns setores se vêem desafiados a encontrar uma alternativa para continuarem funcionando.

Nenhum setor teve que se adaptar tanto quanto a medicina. A COVID-19 trouxe novas e graves ameaças à saúde pública: para além do vírus, desafios no tratamento do HIV durante a pandemia, uma preocupação ainda maior com a resistência antimicrobiana e as possíveis sequelas da infecção viral.

Dessa forma, a logística de um atendimento médico teve que ser repensada dadas as altas taxas de contágio da COVID-19. Foi assim que a telemedicina na pandemia ganhou um impulso nunca antes registrado na modalidade. Em meio a restrições de atendimento, consultórios, hospitais e clínicas enxergaram o atendimento virtual como uma alternativa viável e mais segura durante esse período.

A telemedicina no Brasil

Antes de entender o que aconteceu com a telemedicina durante a pandemia é importante entender um pouco do contexto da modalidade no Brasil. Antes do Ministério da Saúde, decretar Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (ESPIN), a prática da telemedicina não era autorizada no país.

No entanto, a telemedicina foi alvo de algumas polêmicas na saúde em 2019, quando protagonizou uma série de resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM). Tudo se iniciou com uma resolução, hoje já revogada, lançada em fevereiro do ano passado. A Resolução CFM nº2.227/2018 regulamentava a telemedicina, permitindo realização da primeira consulta médica à distância e autorizando diagnósticos e até mesmo cirurgias à distância.

Depois de uma série de protestos de diversos Conselhos Regionais e outros órgãos da categoria, o CFM desistiu da resolução, que foi revogada após 28 dias. A Resolução CFM nº2.228/2019, publicada em março, foi a responsável por anular a anterior, desta forma voltando a ser válida a Resolução CFM nº 1.643/2002, que é o marco regulatório da telemedicina no Brasil.

A telemedicina na pandemia


A prática ganhou força no Brasil especialmente durante a pandemia de COVID-19. (Fonte: iStock)

No entanto, com a chegada da pandemia, instituições de saúde tiveram que repensar suas logísticas de funcionamento e o CFM se viu na obrigação de rever suas resoluções sobre a telemedicina. Desta forma, através do Ofício CFM nº 1756/2020, de março de 2020, o Conselho autorizou, em caráter de excepcionalidade, o uso da telemedicina de maneira mais ampla no Brasil.

Na prática, a decisão do CFM reconhece que a telemedicina pode ser um importante auxiliar para combater a disseminação do vírus e manter o sistema de saúde funcionando da forma mais segura para todos. Além disso, o ofício autorizou o uso da telemedicina em 3 categorias: teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta.

Assim como qualquer outra atuação, a telemedicina é uma prática que tem pontos positivos e pontos negativos para sua utilização no dia a dia da medicina, como autorizado pelo CFM enquanto houver a pandemia de COVID-19. Confira a seguir alguns dos prós e contras da prática.

Cadastre-se gratuitamente no Cognys e tenha uma experiência personalizada com nossos conteúdos!
Já tem uma conta? Faça login.

Pontos fortes da telemedicina


Entre as principais vantagens estão o fim do deslocamento e a troca com os pacientes. (Fonte: iStock)

Um dos pontos fortes da telemedicina está justamente na supressão do deslocamento. Enquanto no atendimento presencial o paciente precisa se deslocar fisicamente, o atendimento virtual permite que consultas sejam mais rápidas, pontuais e simples. Dessa forma, otimiza-se o tempo do profissional e reduzem-se os custos para o paciente. E, em meio a pandemia, ainda garantem um ambiente mais seguro.

Outros pontos positivos estão na acessibilidade, sobretudo para casos de difícil acesso, como de médicos especialistas. O atendimento virtual permite que mesmo a distância físicas grandes, pacientes e médicos possam se conectar sem grande dificuldade. Nessa relação, o compartilhamento de informações também ganha, sendo mais fácil trocar informações sobre prognóstico, diagnóstico e histórico médico.

Pontos fracos da telemedicina

Já nos pontos negativos destacam-se os custos, sobretudo para os gestores da área da saúde, que precisam investir em softwares e demais equipamentos para a prática da medicina de maneira virtual sem afetar a qualidade da atuação. Esses custos também podem se refletir para o cliente se repassados no valor das consultas, por exemplo.

Outros pontos negativos são a necessidade de um treinamento adequado para médicos e outros profissionais de saúde. A mesma lógica também se aplica aos pacientes, especialmente os de mais idade que podem ter pouca familiaridade com a tecnologia. Por fim, estabelecer limites pode ser um desafio em meio a uma atuação que ainda não tem uma regulamentação mais detalhada por parte do CFM.

Cognys
Cognys

O Cognys é uma solução digital completa, que entrega para o profissional da área de saúde os mais importantes recursos para ajudá-lo em sua rotina diária e aprimoramento constante.

COGNYS
telemedicina
telemedicina na pandemia