SARS-CoV-2: saiba tudo sobre a nova variante Delta

Conheça a variante do coronavírus que tem preocupado especialistas e colocado em xeque a eficácia de vacinas existentes.

  • 16/07/2021
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SARS-CoV-2: saiba tudo sobre a nova variante Delta. (Fonte: iStock)

Mais de um ano após o início da pandemia de COVID-19, que já causou a morte de mais de 4 milhões de pessoas ao redor do mundo, o coronavírus segue preocupando autoridades mundiais de saúde. Devido à grande facilidade com que o vírus é capaz de se disseminar e a grande capacidade de realizar mutações, 

Identificada pela primeira vez na índia, a variante Delta do novo coronavírus está levando países com seu processo de vacinação avançado, a cogitarem a inoculação de uma dose de reforço para a COVID-19. Até o momento, a cepa causou uma nova onda da doença, atrelada a mais hospitalizações e mortes pela doença.

Visando difundir informações sobre o coronavírus e suas mutações, entenda de que forma a nova variante pode mudar o curso da vacinação ao redor do mundo e sua gravidade em relação às variantes previamente identificadas.

Por que a variante é mais preocupante?

De acordo com boletins emitidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a variante será em breve predominante ao redor do mundo, após sua transmissão já tenha sido identificada em 104 países, se mostrando ainda mais transmissível do que as variantes anteriormente identificadas.

Diferentemente da cepa original do vírus, que apresentava como sintoma característico a perda de olfato e paladar, e a tosse, a variante delta possui sintomas característicos comuns de uma gripe, como dores de cabeça, coriza, febre, dores na garganta e febre.

De acordo com um relatório emitido pelo governo britânico, a nova variante é 40% a 60% mais transmissível do que a variante britânica Alfa, que se mostrou, em estudos anteriores 50% mais transmissível do que a cepa original do novo coronavírus, identificada em Wuhan, na China. 

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Eficácia das vacinas

A preocupação com a nova variante está levando países em processo de vacinação avançado a cogitarem a inoculação de uma dose de reforço e reformulação de suas vacinas, embora ainda sejam capazes reduzir casos graves da doença.

As vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Jansen, administradas aqui no Brasil, passaram por testes contra a nova variante, onde foi comprovada a eficácia dos imunizantes. No entanto, a proteção adquirida se restringe apenas àqueles que tomaram duas doses da vacina, como é o caso da AstraZeneca e Pfizer, que requerem a aplicação em duas etapas.

Pesquisadores chamam atenção para o que pode vir depois da variante delta. Por sua alta capacidade de propagação, mesmo sem causar aumento no número de mortes, a cepa pode continuar se replicando e dando origem a outras variantes que, no futuro, podem vir a impactar na eficácia de vacinas, mesmo após a segunda dose.

Variante no Brasil

Além das vacinas já autorizadas para serem inoculadas no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de testes clínicos de mais duas vacinas contra o coronavírus. A primeira é uma nova versão da vacina, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, e que garante também imunidade contra a variante beta. E a segunda é um imunizante produzido em Pequim, na China, pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas, que utiliza o vírus de forma inativada.

A baixa cobertura vacinal da segunda dose dos imunizantes e a falta de medidas de restrição, a fim de conter a propagação do vírus, vem preocupando especialistas brasileiros por permitir a livre circulação do vírus e, desta forma, colaborar para que surjam mais ocorrências de modificações do seu material genético.

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