Principais vacinas para a COVID-19 em produção

As vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford, Universidade de Nova York e por pesquisadores chineses estão liderando a corrida global pelo imunizante.

  • 05/06/2020
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Principais vacinas para imunização contra COVID-19. (Fonte: iStock)

O mundo todo está em uma corrida contra o tempo para descobrir uma vacina que seja capaz de imunizar a população mundial contra o novo coronavírus, causador da COVID-19. Até agora, são mais de 6 milhões de casos da doença e quase 400 mil mortes.

Embora existam vacinas em desenvolvimento que apresentaram resultados promissores nas primeiras fases de testes, o tempo de produção e de testagem de uma vacina não é rápido, além de ser um processo extremamente complexo. Através dele, serão analisadas a segurança do imunizante, qual será sua quantidade necessária de doses para produzir a quantidade de anticorpos eficaz para que a imunização ocorra e se a mesma vai acarretar efeitos colaterais para os seres humanos.

Normalmente, vacinas normais demoram, em média, cerca de 12 anos para ficarem prontas para sua utilização. No entanto, em tempos de pandemia, esse tempo é acelerado para que o mundo tenha acesso a uma vacina contra o novo coronavírus o quanto antes. Isso ocorre para permitir que a população seja imunizada o mais rápido possível, sem que tenham sido concluídas todas as fases da pesquisa.

Mas afinal, como andam as vacinas em produção ao redor do mundo? Separamos aquelas que apresentam índices de eficácia altos e resultados promissores. Confira.

Vacina da Universidade de Oxford


Quadrângulo da Universidade de Oxford. (Fonte: iStock)

Uma das pioneiras da corrida global para a descoberta de uma vacina para a COVID-19, o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, apresentou resultados promissores na primeira fase de testes contra o novo coronavírus. Agora, a pesquisa já está se preparando para iniciar as fases II e III dos testes.

Após a primeira fase do estudo clínico da vacina em humanos, mais de 1.000 adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, foram inoculados com a vacina e continuam sendo acompanhados pelos pesquisadores.

Para analisar de que forma a vacina se comportaria em diferentes grupos etários, a nova fase do processo (fase II) será realizada em crianças e idosos, que possuem sistemas imunológicos diferentes de adultos saudáveis. O objetivo é avaliar e validar sua segurança. No entanto, nem todo o grupo receberá a vacina contra o coronavírus (ChAdOx1 nCoV-19). Parte receberá uma vacina utilizada para imunização contra a meningite e sepse, utilizada desde 2015 no Reino Unido. Seu objetivo será atuar como um “controle” para comparação entre os dois grupos.

A fase subsequente, chamada fase III, aumentará consideravelmente o número de pessoas inoculadas pela vacina em todas as idades a partir dos 18 anos, o que levará a resultados ainda mais concisos e seguros a respeito de sua eficácia.

A vacina funciona através da utilização da versão enfraquecida do adenovírus, conhecido por causar resfriados nos chimpanzés. Para evitar a infecção em seres humanos, o vírus foi geneticamente modificado e adicionado ao material genético que tem como função a produção das proteínas que o acesso chave do coronavírus nas células humanas, conhecidas como Spike. Se tudo funcionar da forma que os pesquisadores esperam, o corpo passará a desenvolver uma resposta imunológica à essa proteína, inviabilizando sua infecção.

Vacina Chinesa


Produção de vacina contra a COVID-19 por laboratório chinês. (Fonte: iStock)

Sendo a primeira vacina para o novo coronavírus a apresentar resposta imunológica com produção de anticorpos em seres humanos e a alcançar a primeira fase de ensaio clínico, a vacina chinesa está sendo desenvolvida por especialistas do Instituto de Produtos Biológicos de Pequim e pela National Biotec Group.

A pesquisa em torno da vacina indica que ela produz anticorpos contra o novo coronavírus 14 dias após sua inoculação, sem que apresente efeitos colaterais considerados graves. Além disso, foi desenvolvida seguindo o mesmo modelo da vacina de Oxford e iniciará a fase três de testes, após ser considerado segura.

Os primeiros testes, que fizeram uso do adenovírus recombinante tipo 5 (ad5), foram realizados através da análise de dados obtidos por meio de voluntários, divididos em três grupos, que receberam dosagens baixas, médias e altas da solução com o vírus atenuado. Devido aos bons resultados obtidos até o momento, sua distribuição está prevista para  período entre o final de 2020 e início de 2021.

Pesquisadores se preparam, agora, para realizar testes em larga escala, para comprovação definitiva de sua eficácia e segurança, prevendo possíveis adversidades que possam surgir através da sua inoculação.

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Pfizer, Universidade de Nova York e BioNTech


Campus da Universidade de Nova York (NYU). (Fonte: iStock)

A farmacêutica multinacional Pfizer em parceria com cientistas da Universidade de Nova York (NYU) e a alemã BioNTech também estão desenvolvendo uma promissora vacina para a imunização contra o novo coronavírus. 

Estão sendo desenvolvidas quatro variações do imunizante com testes clínicos realizados em cerca de 360 voluntários, em sua primeira fase. Ele leva o código genético do novo coronavírus (RNA) e, ao invés de manipulá-lo, tenta reprogramar o patógeno que torna a doença letal. Isso ajudaria a reduzir consideravelmente a mortalidade associada ao patógeno e conter o surto.

Diferente das vacinas anteriormente citadas, a vacina deverá estar pronta para seu lançamento até setembro de 2020, de acordo com a Pfizer. No entanto, isso vai depender do bom andamento e resultado eficaz das etapas associadas a ela.

Vacinas brasileiras

Institutos brasileiros também estão trabalhando para desenvolver uma vacina para a COVID-19, cada um deles utilizando abordagens diferentes entre si. São eles o Instituto do Coração  do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Instituto Butantan e a Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

Incor

A equipe de pesquisadores do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo estão trabalhando incessantemente em uma vacina que privilegia a segurança e sua eficiência ao invés da rapidez em que ela estará pronta. A vacina utiliza uma metodologia que faz uso de partículas do material genético do coronavírus, as chamadas “coroas” da proteína Spike. Após realizada, os fragmentos são unidos a partículas sintéticas que se assemelham ao vírus, porém que possuem material genético em sua composição, para que seja impossibilitada sua replicação.

Embora a produção dessa vacina ainda esteja em fase inicial, os trabalhos in vitro já estão adiantados, próximos de iniciar a nova fase dos testes realizada em animais.

Instituto Butantan

O Instituto, em parceria com a Fapesp, está desenvolvendo uma pesquisa acerca de um composto de anticorpos que fornece imunidade passiva para o combate ao SARS-CoV-2. Através da separação das células B, que constituem o sistema imunológico, os pesquisadores a frente do estudo pretendem desenvolver um painel indicador dessas células, realizando uma caracterização de cada uma, de forma a definir quais anticorpos são os neutralizantes que impedem a entrada do vírus na célula, bloqueando sua infecção.

A pesquisa, que ainda se encontra em fase inicial, será um produto específico e preciso na neutralização do vírus quando houver a identificação de qual é o anticorpo neutralizante e o mesmo por produzido de forma artificial, em laboratórios através da cultura de células.

INCTV e Fiocruz

A vacina em potencial desenvolvida pelo ICTV (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas), com base técnica desenvolvida pelo Instituto Oswaldo Cruz (MG) que se encontra, no momento, em fase pré-clínica utiliza a técnica de utilização do vírus da influenza como um vetor vacinal.

Através desse método, os pesquisadores a frente do projeto pretendem produzir uma vacina bivalente que possa atuar como imunizante da gripe e do novo coronavírus. O vírus produzido pelos pesquisadores não causa a doença, por se tratar de um vírus defectivo a multiplicação. No entanto, permite a produção de anticorpos.

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