O que é a interação medicamentosa e como evitar

Saiba em detalhes o que é esse problema e como evitá-lo sem perder a eficácia farmacoterapêutica ou arriscar a segurança do paciente.

  • 15/09/2021
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(Fonte: iStock)

O dia a dia do farmacêutico hospitalar ou clínico é, sem dúvidas, muito corrido. Como um profissional multidisciplinar, ele precisa lidar com uma série de tarefas que não se atém somente à posologia dos medicamentos, mas também compreende a administração dos recursos da farmácia clínica e a interação com médicos, enfermeiros e pacientes.

Além da precisão, a realização dessas tarefas demanda múltiplos conhecimentos: médicos/científicos, administrativos, farmacológicos, entre outros. No entanto, a sobrecarga de afazeres e o cansaço podem induzir o profissional clínico ao erro, sendo a interação medicamentosa um dos mais temidos.

O que é a interação medicamentosa

Idoso com remédios

Uma interação medicamentosa é caracterizada como uma alteração clinicamente relevante na absorção, ação ou eliminação de medicamentos que podem ocorrer quando outra substância, pura ou composta, é administrada no paciente.

Com essa interação, os remédios podem tanto perder sua eficácia quanto potencializar seus efeitos. Além disso, há o risco de gerar os temidos efeitos adversos, entre os quais constam sangramento, convulsões, perda de eficácia, sonolência, toxicidade, entre outros sintomas a depender da combinação química.

Estudos revelam que 15% dos pacientes idosos sofrem algum dano devido a interações medicamentosas e 70% dos pacientes em UTI têm interações medicamentosas significativas dentro de 24 horas de internação.

A interação pode aumentar a média do tempo de internação de 8 para 20 dias. Um desfecho adverso causado por uma interação medicamentosa pode custar cerca de R$ 10 mil por evento.

Exemplo de interação medicamentosa

Um paciente de 60 anos chega ao pronto-socorro com febre, tosse e dispneia. Um exame de raio-X apresentou infiltrado alveolar pulmonar e a equipe médica o diagnosticou com pneumonia adquirida na comunidade.

Como o paciente não precisou fazer uso de antibióticos há, pelo menos, três meses, não possui fatores de risco para Streptococcus pneumoniae resistente e não preenche os critérios do CURB-65 (uma escala de predição de mortalidade). Desse modo, a Claritromicina 500 mg é prescrita para ser tomada via oral, duas vezes ao dia, por 7 dias. Em seguida, o paciente recebe alta e continua o tratamento em casa.

No entanto, quatro dias depois, paciente idoso volta ao pronto-socorro com fraqueza generalizada, mialgia, edema e urina marrom escura. Os exames apresentam creatinofosfoquinase (CPK) elevada e o diagnóstico é de rabdomiólise — uma lesão no tecido muscular que pode levar à insuficiência renal aguda, insuficiência respiratória e choque.

Para evitar que um quadro de insuficiência renal se desenvolva, foram administrados manitol, bicarbonato e furosemida; a equipe médica também considera a realização de sessões de hemodiálise. O paciente fazia uso de sinvastatina para dislipidemia (uma espécie de colesterol anormalmente elevado), quadro prévio aos dois atendimentos hospitalares.

As duas visitas ao pronto socorro estão relacionadas: na primeira, o homem recebeu um medicamento (claritromicina) que interagiu com outro que já utilizava antes (sinvastatina), causando o desfecho da rabdomiólise, motivo da segunda visita.

Como evitar

farmacêutica pensativa

Algumas práticas podem ser incluídas ou reforçadas no cotidiano do profissional clínico, como a reconciliação medicamentosa, uma espécie de ficha de anamnese. Essa medida consiste em fazer uma lista completa com todos os medicamentos que o paciente toma em casa de modo que seja possível compará-la com prescrições realizadas desde o momento da admissão hospitalar até a alta do paciente. Assim, será possível garantir que a farmacoterapia surta os efeitos esperados sem comprometer a segurança do paciente

Muitos casos de interação medicamentosa que resultam em emergências e internações ocorrem fora do ambiente hospitalar. A educação e conscientização do paciente sobre o potencial adverso da mistura de medicamentos são essenciais para a prevenção do problema e auxiliam toda a equipe envolvida a formular um tratamento preciso.

Mas a conscientização do paciente só será eficaz se o profissional clínico se atualizar constantemente sobre as interações medicamentosas, em especial as mais recorrentes na especialidade atendida. Para isso, é importante reservar um tempo para ler artigos científicos, e-books especializados, entre outras fontes de informação confiáveis.

Tecnologia como aliada

O tempo é um fator crucial para que todas as tarefas sejam realizadas e todos os cuidados sejam tomados com sucesso. Além disso, nos serviços de saúde, decisões clínicas relacionadas aos medicamentos são tomadas o tempo todo e devem estar baseadas em evidências científicas e na confiabilidade das informações.

Em uma rotina desafiadora como a do ambiente hospitalar, a tecnologia pode ser uma aliada na redução de erros ou imprecisões humanas, trazendo economia de tempo e de custos hospitalares, sem abrir mão da eficácia do tratamento farmacológico e da segurança do paciente. 

Dessa forma, o Cognys desenvolveu a plataforma Cognys Meds — com tecnologia IBM Micromedex — que traz um conjunto de ferramentas como aliadas na prevenção desse problema. De uso fácil e intuitivo, a plataforma otimiza o cotidiano dos profissionais clínicos e auxilia na garantia da segurança do paciente. 

Com o auxílio do banco de dados da IBM Micromedex, você terá acesso às informações claras e completas sobre as interações entre os medicamentos listados, bem como outras possibilidades de interação.

A Lista de Medicamentos do Paciente (LIMPA) pode ajudar a ganhar tempo, uma vez que o recurso permite criar listas de medicamentos personalizadas para cada paciente que ficam armazenadas em links individuais. Assim, todas as informações estarão salvas e disponibilizadas com fácil acesso aos profissionais clínicos.

Como acessar o Cognys Meds

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