Escore de avaliação de risco para TEV

Conheça as principais informações sobre a utilização de escalas que auxiliam na avaliação do risco de TEV, através de uma análise sistemática sobre fatores de risco de pacientes.

  • 29/04/2022
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Escore de avaliação de risco para TEV. (Fonte: iStock)

O tromboembolismo venoso (TEV) inclui as tromboses venosas profundas e a embolia pulmonar, e pode ser considerada como uma das complicações mais frequentes e preveníveis observadas durante a internação hospitalar. A prevalência do tromboembolismo venoso na ausência de profilaxia é elevada em diversos contextos, independente de serem clínicos ou cirúrgicos.

Para auxiliar no tratamento, foram desenvolvidos escores para avaliação de risco de TEV em pacientes hospitalizados. A partir disso, conheça as principais informações sobre a utilização de escalas que auxiliam na avaliação, através de uma análise sistematizada sobre fatores de risco para pacientes clínicos e cirúrgicos.

Os escores de risco para TEV

Todo paciente hospitalizado deve ter seu risco para o tromboembolismo venoso (TEV) avaliado, e receber as medidas preventivas correspondentes (profilaxia química ou mecânica). Assim sendo, escores de predição de risco para TEV auxiliam a equipe na tomada de decisão para pacientes.

Nesse contexto, destacam-se dois escores principais: O Escore de Pádua, voltado para pacientes clínicos e o Escore de Caprini, no caso de pacientes cirúrgicos. Conheça as especificidades de cada um deles:

Escore de Caprini

Voltado para pacientes cirúrgicos, como dito anteriormente, o Escore de Caprini é utilizado para realizar a estratificação do risco de desenvolvimento de TEV no contexto pré-operatório. Confira.

0-4: Baixo risco

5-8: Risco moderado

9: Alto risco

1 ponto

Idade 41-60 anos

Cirurgia maior prévia (<1 m)

Cirurgia menor

DII (Doença Inflamatória Intestinal)

Doença pulmonar grave 

DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)

Edema de MMII (membros inferiores)

Gravidez e pós-parto (<1 m)

Hormônio

IAM (Infarto Agudo do Miocárdio)

ICC (Insuficiência Cardíaca)

Obesidade

Perda fetal/aborto

Restrição ao leito

Sepse (<1 m)

Varizes

Outros

2 pontos

Idade 61-74 anos

Artroscopia

Câncer

Cateter venoso central

Cirurgia maior (>45 min)

Imobilização gessada

Laparoscopia (>45 min)

Restrição ao leito (>72h)

3 pontos

Idade ≥ 75 anos

Anticoagulante lúpico

Anticorpos anticardiolipina

Fator V de Leiden

História familiar de TEV

História prévia de TEV

Homocisteína elevada

Protrombina 20210A

TIH (Trombocitopenia induzida por heparina)

Outro

5 pontos

AVC (<1 m)

Artroplastia

Fratura de quadril/pelve

Politrauma

TRM (Trauma Raquimedular)

Escore de Pádua

Risco alto de TEV se ≥ 4 pontos

Características dos pacientes 

Escore 3

Câncer em atividade*

História prévia de TEV (excluindo-se trombose venosa superficial)

Mobilidade reduzida**

Trombofilia conhecida***

Escore 2

Trauma ou cirurgia recente (último mês)

Escore 1

Idade avançada (≥ 70 anos)

Insuficiência cardíaca e/ou respiratória

Infecções e/ou doenças reumatológicas

Infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral

Obesidade (IMC ≥ 30)

Terapia hormonal atual

*No paciente com metástases locais ou distantes e/ou no submetido a radioterapia ou quimioterapia nos últimos 6 meses.

**Paciente em repouso (por limitação ou por ordem médica), com uso de banheiro liberado por pelo menos 3 dias.

***Paciente portador de defeitos de antitrombina, proteína C ou S, mutação de fator de Leiden, de protrombina G20210A, síndrome antifolípides.

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Desafios de sua utilização na prática

Embora a utilização dos escores seja destinada à facilitação do atendimento aos pacientes no dia a dia, existem desafios na sua prática. São eles:

  • Os escores são utilizados com frequência pela enfermagem;
  • Necessita de um conhecimento sobre o quadro clínico e o histórico de saúde do paciente;
  • Podem ocorrer divergências de aplicação entre profissionais diferentes: necessidade de treinamento e clareza nas informações da assistência;
  • Oportunidade de atuação do farmacêutico clínico de forma a garantir assertividade da conduta frente ao risco definido.

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Para facilitar o acesso a informações sobre medicamentos e sua utilização, o Cognys Meds, a ferramenta de suporte à decisão clínica, entrega um potente conjunto de ferramentas. Dentre elas estão a Lista de Medicamentos do Paciente (LIMPA), onde as informações podem ser encontradas, além de toda relação de fármacos que o paciente faz ou fará uso e o Bulário Cognys, sempre aliadas ao painel de interações medicamentosas.

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