Conheça os principais destaques da AAIC 2021

Informe-se sobre os últimos avanços na ciência sobre a Doença de Alzheimer abordados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer 2021.

  • 13/08/2021
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Conheça os últimos avanços na ciência sobre o Alzheimer abordados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer 2021. (Fonte: Reprodução internet)

Conhecida como uma das principais e mais influentes conferências acerca do avanço da ciência da demência, a Alzheimer’s Association International Conference (AAIC) acontece anualmente. Reunindo grandes nomes internacionais da ciência básica e clínica, médicos e pesquisadores, o evento debate e compartilha informações e descobertas sobre o avanço da doença no mundo e novas formas de tratamento e diagnóstico.

Durante a AAIC 2021, que aconteceu de forma virtual, foram apresentados artigos inovadores sobre o Alzheimer, além de ser abordado que forma a condição se relaciona com a COVID-19, bem como seus efeitos a longo prazo no sistema nervoso central. Confira a seguir os principais temas abordados na Alzheimer’s Association International Conference (AAIC 2021).

A Covid-19 tem sido associada a disfunção cognitiva de longo prazo e aceleração dos sintomas da doença de Alzheimer

Estudos realizados com dados da Argentina e Grécia apontam que a infecção pelo novo coronavírus induz um declínio cognitivo em idosos a longo prazo, além da falta de olfato persistente, mesmo após a recuperação pela COVID-19.

Embora os dados sejam consistentes, ainda pouco se sabe de fato sobre os efeitos a longo prazo da doença no sistema nervoso central. Os primeiros relatórios do consórcio internacional sobre a doença e a AAIC ainda investigam as consequências que podem ser desencadeadas após a infecção.

Estudos relacionam a melhora da qualidade do ar à redução no risco de demência

Foram expostos na conferência estudos que associam a exposição de longo prazo aos poluentes presentes no ar a um nível elevado de beta amiloide em estudos de coorte realizados nos Estados Unidos. A expressividade dos resultados obtidos com o estudo indicou uma possível conexão biológica entre as mudanças cerebrais físicas, observadas em casos de Alzheimer, e a qualidade do ar.

Da mesma forma, uma boa qualidade do ar poderia melhorar funções cognitivas e, desta forma, diminuir o risco de demência. A informação foi reforçada por diversos estudos apresentados durante a conferência.

Estimativas indicam que casos de demência devem triplicar até 2050

Artigos que usaram como base informações da iniciativa Global Burden of Disease, estudo de mortalidade e incapacitação causada por 107 doenças e 10 fatores de risco, com o objetivo de reunir dados sobre as patologias com maior incidência ao redor do mundo, indicaram que o alto índice de tabagismo, massa corporal e açúcar no sangue podem aumentar a prevalência de demência em milhões de pessoas. Entretanto, espera-se que essa prevalência possa ser freada até 2050, caso sejam observadas tendências positivas no acesso à educação global.

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Adultos transgêneros e de gênero não-binário nos EUA possuem probabilidade maior de sofrer perda cognitiva subjetiva e depressão

Dois estudos relatados na AAIC 2021 relacionaram problemas de memória e racioncínio, além de maior tendência a depressão e limitações funcionais em adultos transgêneros e não-binários nos EUA. De acordo com as informações fornecidas, os adultos transgêneros experienciam maior incidência de fatores de risco advindo de desigualdades sociais e problemas de saúde como diabetes, depressão, doenças cardiovasculares e tendência maior a entrar em vícios como tabaco, álcool e drogas.

Além disso, foi observado que, quando avaliado o nível de depressão no grupo de adultos transgêneros e de gêneros não-binários a prevalência de depressão foi consideravelmente mais alta, com 37% e 19,2%, respectivamente.

Diversidade como objeto de estudo em ensaios clínicos sobre o mal de Alzheimer

Foi lançado no evento uma nova ferramenta online que tem como objetivo auxiliar cientistas e médicos a intensificarem a conscientização e a colaboração em ensaios clínicos relacionados ao Alzheimer e outras doenças de declínio cognitivo. O National Institute on Aging (NIA), que faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, criador do Outreach Pro, destinou a ferramenta principalmente entre populações comumente sub-representadas.

Além disso, outros resultados importantes foram apresentados. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Wisconsin, indivíduos que são historicamente sub-representados têm mais propensão a se tornarem voluntários, caso convidados a participar de ensaios clínicos, representando 85%, seguidos por aqueles que desejam contribuir para o objetivo final do estudo e 74% por pessoas que tenham algum familiar com a patologia.

Foi descoberto ainda que os mesmos grupos sub-representados (afro-americanos, latinos e nativos americanos) possuem inclinação maior a participarem de ensaios clínicos se forem convidados por indivíduos da mesma etnia e suas maiores preocupações em relação a sua participação advém da preocupação com trabalho, transporte e dificuldade de encontrar auxílio para cuidado com os filhos.

AAIC 2022

A próxima edição do evento, que será realizado durante os dias 31 de julho até 4 de agosto, em San Diego (EUA), será realizada de maneira 100% online e contará com a participação dos principais cientistas do mundo, pesquisadores clínicos, médicos e investigadores para o avanço das descobertas sobre a doença de Parkinson, progressão da doença e outros tipos de demência.

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