Como determinar o fim da pandemia?

Saiba quais fatores são fundamentais para serem atingidos para determinar quando a pandemia acaba.

  • 24/03/2021
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A pandemia de COVID-19 já dura mais de 1 ano e ainda há um longo caminho pela frente. (Fonte: iStock)

Aos poucos o mundo vai fazendo progresso contra a COVID-19. Pouco mais de 1 ano depois do início da pandemia que atingiu todas as partes do mundo, o combate ao SARS-CoV-2 finalmente tem um aliado poderoso: as vacinas.

É graças à vacinação que o planeta segue avançando rumo aquilo que tem sido aguardado por toda a população mundial, o fim da pandemia. Mas com tantas diferenças entre as regiões do globo, no que diz respeito à distribuição, acesso e aplicação das vacinas, como determinar o fim da pandemia pode ser um desafio.

No entanto, é possível estabelecer alguns critérios e fatores fundamentais que devem ser atingidos para que possa se dizer que a batalha contra a COVID-19 está vencida, ainda que momentaneamente. Desdobramentos da vacinação, como a reação dos imunizantes às novas variantes, ainda precisam ser observados cuidadosamente.

O primeiro passo: a vacinação


A vacinação é um passo crucial para superar a pandemia, mas não pode ser o único. (Fonte: iStock)

Um ponto fundamental para responder o questionamento de quando a pandemia acaba é, sem dúvidas, a vacinação. Quanto antes todo o mundo tiver acesso às vacinas contra a COVID-19 e quanto mais rápido for realizada a imunização de populações ao redor do planeta, mais rápido o mundo será capaz de conter o avanço do novo coronavírus.

Por isso, é fundamental que seja feita uma coalizão para que países menos desenvolvidos tenham o devido acesso às vacinas produzidas em países desenvolvidos. Enquanto não houver imunidade de rebanho, atingida através de campanhas de vacinação em massa ao redor do mundo, as vacinas têm seu bom funcionamento ameaçado.

Para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considere decretar o fim da pandemia ou os países, individualmente, considerem decretar o fim das emergências sanitárias locais, são necessários que sejam atingidos 3 pilares fundamentais.

O primeiro deles é uma redução significativa dos contágios, a imunidade por uma grande parte da população e, por fim, a diminuição do número de casos e óbitos pela doença. E a vacina é um instrumento fundamental para que isso ocorra.

Diminuição do contágio

A redução do contágio é o principal ponto que pode levar ao fim da pandemia. No mundo hoje (24) o SARS-CoV-2 infectou mais de 124,3 milhões de pessoas, fazendo com que 2,7 milhões de pessoas fossem vítimas fatais do vírus. De acordo com um levantamento da OMS, no dia 11 de março de 2021, apenas 14 países ou territórios estavam livres da COVID-19.

Diante desses números ainda é muito difícil imaginar um cenário onde a batalha contra o coronavírus seja superada em breve. Apesar da vacinação acelerada em alguns países, como os Estados Unidos e o Reino Unido, atingir uma imunização satisfatória para frear o contágio ainda deve levar algum tempo.

Outro fator que pode vir a dificultar essa redução do contágio é o surgimento de novas variantes do novo coronavírus. A variante brasileira P.1, por exemplo, preocupa por sua maior transmissibilidade e capacidade de reinfecção mesmo em pessoas que já desenvolveram a doença previamente. Assim, as variantes podem minar a eficácia da vacinação e voltar a subir o contágio pela doença.

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Imunidade de rebanho e redução dos casos


A imunidade de rebanho pode ser atingida através da vacinação em massa da população. (Fonte: iStock)

Um reflexo direto da vacinação, a imunidade de rebanho é o caminho para ao menos frear o avanço da pandemia até que possa ser determinado quando a pandemia acaba. O termo faz referência a imunidade coletiva, quando a grande maioria das pessoas se tornam imunes ao vírus e isso reduz a circulação do mesmo.

Especialistas falam que através da vacinação a imunidade coletiva deve ser atingida quando cerca de 70% da população estiver imune ao vírus. Embora ainda não se tenha certeza de quão duradoura é a imunidade, seja por vacina ou por infecção, o fato é que a imunidade, ainda que temporária, ajudaria a reduzir a circulação do vírus.

Com uma menor circulação do vírus, as chances de serem infectados se tornam menores e os casos apresentam uma tendência de queda. Por isso, somente a vacinação isolada pode não ser suficiente para decretar o fim da pandemia. Os protocolos existentes, como distanciamento social, uso de máscaras e isolamento social são igualmente importantes para conter a circulação viral.

É preciso conter a pandemia até o fim


Mesmo com as vacinas, manter o distanciamento social e o uso de máscaras é fundamental. (Fonte: iStock)

Em suma, o consenso é de que o fim da pandemia ainda está longe. Portanto, as medidas de mitigação da propagação do vírus devem ser seguidas à risca, mais do que nunca. Até que seja possível determinar o fim da pandemia, reduzir a circulação do SARS-CoV-2 e diminuir os casos de COVID-19 deve ser uma prioridade.

A vacinação é a principal arma que o mundo possui hoje contra a pandemia, mas é importante estar atento aos demais protocolos de segurança. É fundamental estar atento que a vacina pode ser o caminho, mas é preciso ter cautela para falar em fim da pandemia.

Como alertou o diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, ainda em dezembro passado: “Vacinas não significam zero covid. A OMS se preocupa que possa haver uma crescente percepção de que a pandemia já acabou. A pandemia ainda tem um longo caminho pela frente e as decisões tomadas pelos líderes e cidadãos nos próximos dias determinarão o curso do vírus no curto prazo e também quando essa pandemia deverá, enfim, terminar”.

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