CID-10: Conheça a classificação universal de doenças

Entenda como funciona a CID-10 e conheça seus benefícios no dia a dia dos profissionais de saúde ao redor do mundo.

  • 28/05/2021
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CID-10: Conheça a classificação universal de doenças. (Fonte: iStock)

Com o avanço das tecnologias, diversas ferramentas para médicos e profissionais de saúde foram sendo desenvolvidas com o objetivo de facilitar e otimizar o trabalho exercido na profissão, reduzindo riscos na assistência à saúde de pacientes. Dentre essas ferramentas, encontra-se a CID-10.

A ferramenta epidemiológica é uma das principais utilizadas por médicos ao redor do mundo e facilita a identificação de doenças por meio de pesquisas sobre sua incidência em determinado local, ou em determinado grupo de pessoas. Além disso, ela possibilita maior precisão no cálculo da taxa de morbidade e/ou mortalidade de uma doença.

Mas, afinal, o que é a CID-10?

O que é e como funciona a CID-10?

Desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a CID-10 foi criada com o objetivo de promover um padrão universal de patologias e registrar problemáticas relacionadas à saúde. 

Monitorando a prevalência e incidência de doenças, bem como seus sinais, sintomas, circunstâncias sociais e causas externas, a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde é capaz de manter um padrão de comunicação entre os profissionais da área ao redor do mundo, de diferentes línguas, culturas e especialidades.

Como é feita sua classificação?

A CID-10 possui uma classificação de rápido acesso e disseminação a respeito de queixas e diagnósticos médicos e de serviços de saúde. A ferramenta é separada em 22 capítulos, com catalogação realizada através de uma letra e dois números, em sequência. Dentre os capítulos divididos, os temas abordados são:

  • Capítulo I: Doenças infecção e parasitárias;
  • Capítulo II: Neoplasias;
  • Capítulo III: Doenças do sangue;
  • Capítulo IV: Doenças endócrinas;
  • Capítulo V: Transtornos mentais e comportamentais;
  • Capítulo VI: Sistema nervoso;
  • Capítulo VII: Doença dos olhos;
  • Capítulo VIII: Doença dos ouvidos;
  • Capítulo IX: Sistema circulatório;
  • Capítulo X: Sistema respiratório;
  • Capítulo XI: Sistema digestivo;
  • Capítulo XII: Doenças de pele;
  • Capítulo XIII: Sistema osteomuscular e tecido conjuntivo;
  • Capítulo XIV: Doenças do aparelho geniturinário;
  • Capítulo XV: Gravidez, parto e puerpério;
  • Capítulo XVI: Afecções originadas no período perinatal;
  • Capítulo XVII: Malformações congênitas e anomalias cromossômicas;
  • Capítulo XVIII: Sintomas , sinais e exames;
  • Capítulo XIX: Causas externas;
  • Capítulo XX: Causas externas de morbidade e de mortalidade;
  • Capítulo XXI: Motivos do atendimento;
  • Capítulo XXII: Códigos especiais.
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A CID-11

A versão original da CID-10 teve seu lançamento ainda nos anos 90, com isso, muitas informações nele contidas já não são mais atuais e necessitam de atualizações. Portanto, a partir de 1 de janeiro de 2022, passará a valer a CID 11, onde serão incluídos avanços na tecnologia e na saúde que sucederam a primeira versão e atualizações pertinentes ao período atual.

As principais mudanças realizadas na nova classificação são:

  • A Inclusão do “distúrbio em jogos eletrônicos” (ou ‘game disorder’) como uma patologia, definida como um padrão de comportamento persistente ou recorrente pela Organização Mundial da Saúde;
  • Realinhamento dos códigos relativos à resistência antimicrobiana, por conta do uso desenfreado de antibióticos, tornando microorganismos mais resistentes a tratamentos e drogas preexistentes.
  • A inclusão da Síndrome de Burnout no capítulo de problemas relacionados a contextos ocupacionais, associados ao emprego ou desemprego;
  • A transsexualidade, antes listada no capítulo voltado para doenças mentais, passou a ser classificada como “incongruência de gênero” na nova versão, e foi integrada à categoria de saúde sexual. A decisão foi tomada a partir de provas, colhidas por médicos e pesquisadores, indicando que a transsexualidade não configura um distúrbio.
  • Os diversos tipos de transtornos do espectro autista passaram a ser classificados apenas como TEA (Transtorno de Espectro Autista). A mudança tem como objetivo tornar mais fácil e assertivo o diagnóstico da doença, de forma a simplificar sua codificação e o acesso a serviços de saúde.

Além disso, a nova versão contará com uma plataforma de tradução central que preserva características e resultados para que o uso em diferentes idiomas seja facilitado.

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