Calvície: tudo sobre a condição e tratamento

Entenda as possíveis causas da calvície e quais são as principais formas de tratamento disponíveis para a condição.

  • 16/09/2022
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Calvície: tudo sobre a condição e tratamento. (Fonte: iStock)

Afetando cerca de 2% da população mundial, a calvície é uma das doenças que mais afetam a autoestima de homens e mulheres no Brasil e no mundo. Ela pode ser originada por diversas razões, podendo estar associada a fatores genéticos, processos inflamatórios locais e, em alguns casos, pode estar associada a doenças autoimunes, como é o caso da diabetes, lúpus, vitiligo e tireoidites, por exemplo. 

Embora cause uma perda constante dos fios, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que o quadro não é contagioso e que a perda total dos fios acomete apenas 5% dos casos da doença no Brasil. Para trazer esclarecimentos sobre a condição, o Cognys Meds desenvolveu um artigo para sanar dúvidas a respeito dos principais pontos a serem levados em consideração em casos de calvície e de que forma lidar com os sintomas e retardar seu aparecimento. Confira.

O que é e quais são os tipos de calvície?

Conhecida também como Alopécia, a calvície pode ser dividida em dois tipos principais: A Alopecia areata e a Alopecia androgenética. No primeiro caso, a doença se desenvolve a partir de fatores genéticos e imunológicos, desencadeando a perda de cabelo ou pêlos em diferentes regiões do corpo, tendo como característica a queda em formatos arredondados. Este é o tipo mais comum da doença e pode ser identificada em homens e mulheres de qualquer idade, no entanto, é mais comum que seja identificada até os 20 anos de idade.

Já no caso alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, a doença é desencadeada por uma hipersensibilidade de receptores hormonais no couro cabeludo, podendo causar perda total ou parcial dos fios. Esta condição, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), afeta cerca de 80% dos homens com mais de 80 anos, mas também pode afetar mulheres, em especial aquelas que possui síndrome do ovário policístico

A diferença do aparecimento da doença entre homens e mulheres está na forma como ela se desenvolve. No caso dos homens, a queda acontece apenas no couro cabeludo. Já no das mulheres, os primeiros sinais são observados a partir de uma perda mais difusa dos fios. Em ambos os casos, são observados “buracos” no couro cabeludo, causado pela rarefação dos fios capilares, até que parem de crescer por completo.

Tratamento da calvície no Brasil

Ainda que não exista uma forma de evitar a condição, existem maneiras de retardar seu desenvolvimento, tornar o processo controlado e, em alguns casos, até revertê-lo. A evolução da farmacologia possibilitou que medicamentos como a Finasterida, Minoxidil ou dutasterida.

Um estudo publicado na revista científica Jama Dermatology, da editora American Medical Association, analisou outros 23 estudos sobre os medicamentos supracitados, atestando qual dos três havia demonstrado maior eficácia no tratamento da calvície. O medicamento considerado mais eficaz dentre eles foi a dutasterida, destinado para o tratamento da alopecia androgenética masculina. No entanto, foram observados também efeitos colaterais mais graves do que os outros dois, podendo impactar no desempenho sexual.

Na vice-liderança ficou a finasterida, cujo medicamento foi capaz de aumentar a contagem de fios capilares. Entretanto, sua qualidade foi prejudicada. Os novos fios nasceram mais finos e ralos. Já no último lugar, temos o minoxidil em solução, que apresentou o maior índice de fios maduros e cheios.

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COVID-19 e a Calvície

Após a pandemia de COVID-19, profissionais da saúde começaram a observar que um dos sintomas mais comuns que os pacientes apresentavam após a doença era a queda de cabelo. De acordo com um estudo publicado pelo Journal of the American Academy of Dermatology, desde o início da pandemia foi observado um aumento de 400% nos casos de queda capilar.

No entanto, diferentemente da alopecia areata e androgenética, a queda de cabelo identificada em pacientes com diagnóstico preexistente de COVID-19 tem relação com o eflúvio telógeno, que é o responsável pela perda aguda e progressiva dos fios após a doença, fazendo com que se desprendam facilmente.

Deve-se ressaltar que em caso de grandes problemas emocionais, estresse ou vivência de luto, pode-se desencadear alopecia do tipo areata, uma vez que a mesma é impulsionada por fatores emocionais. Funciona mais ou menos assim: durante a COVID-19 nosso sistema imunológico busca atacar bactérias, vírus, com o objetivo de manter o organismo saudável. No entanto, como o sistema imune está confuso, ele passa a atacar diretamente os fios e tentar destruí-los, acreditando que estes são agentes agressores. 

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