ASCO 2021: 2 descobertas no combate ao câncer de próstata

Conheça as principais novidades da oncologia para o combate ao câncer de próstata que foram apresentadas durante o ASCO 2021.

  • 14/07/2021
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Conheça as principais descobertas relacionadas ao câncer de próstata apresentadas no congresso ASCO 2021. (Fonte: iStock)

Sempre no foco da medicina nos últimos anos, o câncer é uma doença que que registra 19 milhões de novos casos por ano, segundo dados da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC). Além disso, o câncer é uma doença altamente letal e ainda sem cura; a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que em 2019 a doença foi a primeira ou segunda causa de morte de pessoas antes dos 70 anos em mais de 60% dos 183 países pesquisados.

À medida que o câncer é uma das principais causas de mortalidade do mundo e milhões de novos casos são registrados anualmente, alguns tipos dele são especialmente preocupantes. É o caso do câncer de próstata, que é um dos de maior incidência em todo o mundo. Segundo a OMS, em 2018 este foi o 4º tipo de câncer mais incidente em todo o planeta, tendo sido registrados cerca de 1,28 milhão de casos ao redor do mundo.

Diante dessa importância do combate ao câncer para a medicina moderna, um dos principais eventos do calendário anual da saúde é o Congresso da ASCO (American Society of Clinical Oncology), chamado de ASCO Annual Meeting. Tradicionalmente, o evento é onde os maiores médicos oncologistas do mundo se reúnem para compartilhar informações e novidades sobre o câncer de próstata e seu tratamento.

A edição de 2021, realizada de forma totalmente online, seguiu este padrão e confirmou o status do Congresso da ASCO como um dos principais eventos de especialidades médicas do mundo. Entre os destaques, foram compartilhados estudos com importantes avanços no tratamento do câncer de próstata, confira 3 deles a seguir.

1. Medicamento contra a metástase do câncer de próstata


Uma das novidades no combate ao câncer de próstata é a possibilidade de um novo remédio. (Fonte: iStock)

Um dos mais importantes estudos apresentados no congresso da ASCO 2021 com enfoque nos paciente com câncer de próstata metastático. O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) e é feito para avaliar a eficácia do PSMA-177 Lu, um radiofármoco, formado pela união entre uma molécula de PSMA e a molécula Lutécio 177 (177 Lu), desenvolvido pela Novartis.

A pesquisa foi realizada com 831 participantes homens, divididos em dois grupos: 280 que obtiveram a terpaia vigente já estabelecida e outros 551 que além dela, receberam o tratamento com o PSMA-177 Lu. O estudo concluiu que o medicamento aumentou a sobrevida dos participantes em 15,3 meses; por outro lado, aqueles que receberam apenas o tratamento padrão, tiveram 11,3 meses de sobrevida. Outro dado relevante é que o uso do fármaco reduziu em 60% a chance de progressão da doença.

O PSMA-177 Lu age se conectado às células cancerígenas e danifica-as através de uma radiação de pequeno alcance. Ou seja, o medicamento é capaz de destruir o tecido infectado sem prejudicar o entorno que se encontra saudável. Por se tratar de um estudo de fase três, os resultados revelados no Congresso ASCO 2021 já podem servir como base para um pedido de liberação do uso do medicamento como alternativa de tratamento.

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2. Alternativa terapêutica no câncer de próstata intermediário


Alternativas terapêuticas também foram destaque no congreso ASCO 2021. (Fonte: iStock)

Outro importante estudo apresentado no ASCO 2021 Annual Meeting está relacionado a uma nova terapia alternativa para o tratamento do câncer de próstata intermediário. A pesquisa foi realizada pelo Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos, e analisa os benefícios da terapia fotodinâmica com alvo vascular.

Esse tipo de tratamento é uma terapia focal, que busca cuidar somente da área afetada. Ao injetar padeliporfina, uma substância sensível à luz, no sangue do paciente e utilizar um laser infravermelho. Esse contato com a luz estimula a substância, que desencadeia reações químicas que necrosam o tecido acometido pelo câncer.

A pesquisa apresentada no congresso da ASCO foi feita com 46 homens, que fizeram uma ou duas sessões com o tratamento. Depois de 12 meses, 83% deles não tinha registrado evolução da doença. Esta terapia já é utilizada para tumores de baixo risco na Europa, desde 2017, mas ainda são necessários novos estudos para que seja aprovado, de fato, como uma alternativa para casos intermediários.

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