As vacinas da COVID-19 pelo mundo e seus efeitos na prática

Saiba o que dizem os primeiros estudos em populações que já foram imunizadas e de que forma a vacina atua.

  • 24/02/2021
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Conheça os efeitos da vacina na prática nas populações que já foram imunizadas. (Fonte: iStock)

O surgimento do SARS-CoV-2 desencadeou a pandemia de COVID-19, uma doença que rapidamente se espalhou pelo mundo inteiro e deixou consequências devastadoras para a população global. Uma batalha que durou por todo o ano de 2020 e, embora se aproxime do fim, ainda deve perdurar ao longo de 2021.

No entanto, desde o fim do ano passado já é possível ver uma luz no fim do túnel. Uma solução que tem se mostrado cada vez mais real e efetiva, as vacinas contra a COVID-19 chegaram ao mundo e já estão fazendo seu trabalho em conter o avanço da doença em várias partes do mundo.

O que foi preciso para chegar até este momento, no entanto, foi um esforço nunca antes visto na comunidade científica. Uma verdadeira prova do poder da ciência em tempos de globalização, desenvolvimento tecnológico e mundo conectado. Um dos grandes símbolos do enfrentamento à pandemia foi justamente o esforço científico para o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19.

Vacinas disponíveis

Ainda hoje, diversas equipes de cientistas ao redor do mundo estão desenvolvendo vacinas para a COVID-19. No entanto, o que se vê hoje no mundo é um domínio das 5 primeiras vacinas a serem desenvolvidas e/ou aprovadas nos grandes centros globais, são elas: Pfizer/BioNTech, CoronaVac, Oxford/Astrazeneca, Moderna e Sputinik V.

Cada uma dessas 5 possui suas particularidades. Além delas usarem diferentes métodos para a sua criação, também diferem na eficácia global e na eficácia contra casos graves, além de possuírem diferentes características. Com isso, elas possuem pontos fortes e pontos fracos específicos de cada uma.

Mas três características colocam essas 5 vacinas em lugar de destaque na luta global contra à COVID-19: a eficácia e a segurança comprovadas de cada um delas, e a larga produção de doses já espalhadas em várias partes do mundo. Além disso, elas já foram aprovadas por algumas das agências reguladoras mais importantes do mundo, como a FDA, a MHRA e a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.

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Os efeitos na prática das vacinas

Com o avanço das vacinas, alguns países já estão tocando suas campanhas de vacinação a pleno vapor. Embora a vacinação contra a COVID-19 no Brasil ainda ocorra em ritmo lento, alguns países, como Israel, já chegaram a marcas expressivas de imunização apenas alguns meses após o início da campanha de vacinação.

Graças a esse início das campanhas de vacinação, já existem alguns estudos preliminares que apontam os efeitos das vacinas contra a COVID-19 na prática. Um deles, realizado na Escócia, observou o efeito de duas vacinas diferentes: a da Pfizer/BioNTech e a da Oxford/AstraZeneca. A pesquisa concluiu que as vacinas, respectivamente, obtiveram uma redução da hospitalização de 85% e 94%.

Outro estudo foi realizado em Israel, o país com a maior taxa de vacinação do mundo, também com a vacina da Pfizer/BioNTech. O estudo analisou mais de 9 mil profissionais da saúde que receberam a 1ª dose do imunizante e concluiu que a vacina reduziu a transmissão em 75%. Essa redução foi um dado novo, já que pouquíssimos estudos analisaram a possibilidade de uma vacina diminuir as taxas de transmissão.

Assim como no estudo realizado na Escócia, o estudo israelense também reforçou que houve uma redução nos casos sintomáticos da doença. Ao todo, a vacina reduziu em 85% os casos que manifestaram sintomas. Segundo os especialistas, essas reduções endossam o argumento de que talvez seja possível adiar a segunda dose.

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