Abril Azul: o mês da conscientização sobre o autismo

Conheça a campanha que se inicia esse mês e saiba a importância que ela tem no calendário da saúde.

  • 07/04/2021
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Conheça mais sobre o Abril Azul e a sua importância. (Fonte: iStock)

O calendário da saúde no Brasil é composto por diversas campanhas que já são bastante difundidas e possuem uma importância única para o desenvolvimento e a conscientização sobre pautas pertinentes relacionadas à saúde no país. Neste mês é a vez do Abril Azul, uma campanha que vem ganhando cada vez mais notoriedade e importância, conquistando um espaço importante.

Uma das grandes vantagens de campanhas como a que acontece neste mês é a conscientização que elas levam às pessoas que estão distante de certas realidades e vivências. E no caso do autismo não é diferente: a conscientização é fundamental para quebrar barreiras e destruir preconceitos contra as pessoas com autismo.

A seguir conheça mais sobre o transtorno do espectro autista e saiba mais sobre a importância do mês da conscientização sobre o autismo. Entenda quais são os objetivos e de que forma a campanha Abril Azul pode ajudar a mudar vidas.

O que é o transtorno do espectro autista?


O transtorno do espectro autista (TEA) atinge 1 em cada 160 crianças no mundo todo. (Fonte: iStock)

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas e parte do sistema das Organizações das Nações Unidas (ONU), o transtorno do espectro autista (TEA) é uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem. Outra característica igualmente marcante no TEA é o interesse em uma série de atividades que são únicas para o indivíduo e feitas de maneira repetitiva.

Segundo os dados da OPAS, o transtorno do espectro autismo é uma condição presente em uma a cada 160 crianças no mundo. É válido ressaltar que o número de pessoas com TEA tem registrado um aumento sensível em todo o mundo; uma das hipóteses que parecem explicar esse tema é o avanço do diagnóstico de autismo.

Estudos epidemiológicos dos últimos 50 anos indicam que há uma crescente nos números que pode ser atrelada à maior conscientização do autismo, bem como melhores ferramentas de diagnóstico e aprimoramento das informações reportadas. Com isso, cresce ainda mais a importância de criar ambientes que pessoas com o transtorno sejam melhores acolhidas.

A campanha do Abril Azul


Conheça por que o mês de abril foi escolhido para sediar a campanha. (Fonte: iStock)

O mês de abril é o escolhido para a campanha de conscientização sobre o autismo justamente por agregar o dia 2 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi criada pela ONU em 2007 com o objetivo de conscientizar sobre a condição, que ainda é desconhecida e enfrenta vários preconceitos devido à desinformação das pessoas sobre o TEA.

Já a cor azul vem do fato da condição atingir mais os meninos, em uma proporção de 4 meninos para cada 1 menina. Embora essa desproporcionalidade já seja constatada, a ciência ainda não tem respostas para explicar o fenômeno.

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A importância da conscientização


A conscientização é fundamental para o desenvolvimento das pessoas com TEA na sociedade. (Fonte: iStock)

A Revista Autismo, uma iniciativa criada por dois pais de autistas em 2010, destacou, ainda em 2019, o problema de não haver estudos de prevalência a respeito do autismo no Brasil. Por conta disso, sem números oficiais, é difícil precisar quantas pessoas diagnosticadas dentro do espectro existem no Brasil. A falta de dados também atrapalha o desenvolvimento de políticas públicas, tão importantes para tornar o país mais acessível às pessoas com TEA.

Em função disso, campanhas como o Abril Azul se tornam ainda mais importantes para ajudar a dar visibilidade sobre o TEA e conscientizar a população sobre a doença. É fundamental que a população fora espectro esteja bem informada em relação àquilo que diz respeito à condição, para que a sociedade possa se tornar mais acessível e acolhedora à essas pessoas.

Como não há cura para o transtorno, tratamentos psicossociais são um importante aliado para o desenvolvimento das crianças com TEA. Mas para isso não basta o tratamento comportamental realizado diretamente com a pessoa diagnosticada com TEA, é necessário também treinamento e conscientização das pessoas ao redor, para que seja possível criar um ambiente que garanta a qualidade de vida e desenvolvimento do paciente.

Por conta disso, a conscientização tem um papel indispensável no que diz respeito ao desenvolvimento rumo a uma sociedade mais igualitária, acessível e com direito às pessoas autistas. Somente com educação e conscientização será possível criar espaços e garantir direitos àqueles que estão diagnosticados com o TEA.

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